terça-feira, 2 de outubro de 2007
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Dona Felesmina ( contado em Barrô em 1908 )
´Stando Dona Felesmina
No seu valcão assentada,
Com peinte d´oiro na mão
Seu cavelo peintiaba.
Tchigou lá um suldadinho,
Logo l´apretou a mão;
- Se tu quer´s, ó suldadinho,
É agora ocasião.
Meu marido num stá cá,
Stá p´rá serra do Marão;
Se tu quer´s qu´êle num benha,
Deita-l´uma maldição.
- O´corbos, tirai-l´os olhos,
As asas ao coração.
Eles com esta combersa,
Seu marido a tchigar.
- Tu que tens, o Felismina?
Stás tão desafigurada?
- Isto é uma dor de dentes,
Que me trás atrumentada.
- De quem é aquele cabalo
Qu´ali staba aparelhado?
- É do meu mano mais novo;
Bai p´rá tropa, é suldado.
- De quem é aquele punhal?
É bordado no bordão.
- Pega nele, meu marido,
Spteta-mo no coração.
- Num te mato, Felesmina,
Mate-te quem te criou;
Isto p´ra que teu pai saiba
A mulher que m´intregou.
Conto popular que consta do " Romanceiro Português ", de José Leite de Vasconcelos, Porto, 1958 e incluído na " Monografia de Resende", de Joaquim Caetano Pinto, Braga, 1982.
No seu valcão assentada,
Com peinte d´oiro na mão
Seu cavelo peintiaba.
Tchigou lá um suldadinho,
Logo l´apretou a mão;
- Se tu quer´s, ó suldadinho,
É agora ocasião.
Meu marido num stá cá,
Stá p´rá serra do Marão;
Se tu quer´s qu´êle num benha,
Deita-l´uma maldição.
- O´corbos, tirai-l´os olhos,
As asas ao coração.
Eles com esta combersa,
Seu marido a tchigar.
- Tu que tens, o Felismina?
Stás tão desafigurada?
- Isto é uma dor de dentes,
Que me trás atrumentada.
- De quem é aquele cabalo
Qu´ali staba aparelhado?
- É do meu mano mais novo;
Bai p´rá tropa, é suldado.
- De quem é aquele punhal?
É bordado no bordão.
- Pega nele, meu marido,
Spteta-mo no coração.
- Num te mato, Felesmina,
Mate-te quem te criou;
Isto p´ra que teu pai saiba
A mulher que m´intregou.
Conto popular que consta do " Romanceiro Português ", de José Leite de Vasconcelos, Porto, 1958 e incluído na " Monografia de Resende", de Joaquim Caetano Pinto, Braga, 1982.
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domingo, 3 de junho de 2007
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Revisão do PDM em Resende
Revisão do Plano Director Municipal :: 2007-05-03
Realizou-se no dia 20 de Abril, no Auditório Municipal, a sessão de apresentação da proposta final de revisão do Plano Director Municipal (PDM) do concelho de Resende. As grandes linhas de orientação do novo PDM passam por três áreas fundamentais: as acessibilidades, a estrutura de povoamento e ordenamento e o desenvolvimento.
Relativamente às acessibilidades destacam-se a ligação à A4, a ligação à A24 (EN 222-2) e os novos arruamentos de S. Martinho de Mouros à 222 e da Ponte de Fornelos ao novo Centro de Saúde.
No que diz respeito à estrutura de povoamento a proposta reforça as centralidades dos três principais núcleos, como são as vilas de Resende e S. Martinho de Mouros e ainda Caldas de Aregos.
No caso de Resende, sede do concelho, a estratégia passa por uma relação mais estreita com o rio Douro, prevendo-se o seu crescimento nesse sentido e a sua ligação através de um novo parque urbano entre o actual espaço da feira até ao rio na zona de Mirão.
Está igualmente prevista uma variante na nova zona ribeirinha da Vila de Resende que irá, entre o nó da Ermida e Fornelos, potenciar o crescimento da sede.
Relativamente aos aglomerados tradicionais e freguesias, o PDM aponta para o reforço da coesão territorial com a construção de um equipamento de rede em cada núcleo central das 15 freguesias. Situação esta que está já a ser concretizada pela Câmara Municipal nas suas práticas de investimento dos últimos anos.
Foi ainda decidida a suspensão dos Planos de Pormenor da Portela e da Fazenda e de Caldas de Aregos, já que nestes casos a avaliação dos instrumentos de gestão urbanística é negativa no que respeita não só ao desenho urbano, mas também relativamente ao crescimento daquelas zonas.
Em relação ao processo de afirmação económica do concelho pretende-se favorecer a implantação de novas actividades, nomeadamente nas áreas das energias renováveis, no turismo (aproveitamento na área do Penedo de S. João, entre a Ermida e Porto de Rei, o centro de alojamento de montanha, em Ovadas, parques fluviais, empreendimentos para turismo cultural) e parques empresariais.
O objectivo é contribuir para a consolidação e melhoria das condições e qualidade do quadro físico e social do concelho, incrementando os factores de competitividade.
O Presidente do Município de Resende, António Borges, referiu que “o objectivo preferencial no processo de ocupação é estabelecer uma relação mais estreita e integradora com o Douro, refazendo a frente urbana da sede do concelho, que sempre se prejudicou por estar de costas voltadas para este elemento que tanto caracteriza o território de Resende. Hoje a revisão do PDM também se situa nas estratégias de integrar objectivos como a captação de investimento, que nunca pode ser dissociado do território que exige um uso adequado. Impõe-se claramente dar o passo seguinte, sendo fundamental responder aos interesses e ambições do cidadão comum e dos agentes económicos”.
Nesta iniciativa estiveram presentes o executivo camarário, os membros da assembleia municipal, engenheiros e arquitectos com interesses no concelho, bem como empresários que assistiram à apresentação da proposta de revisão do PDM pelo Presidente da Câmara, Eng.º António Borges, e pelo Arquitecto Carlos Guimarães (responsável pela equipa de revisão do plano), que no final prestaram esclarecimentos aos participantes que lhes colocaram variadas questões.
O PDM é um instrumento de gestão e ordenamento do território, tornando-se num documento decisivo para o desenvolvimento de Resende. O plano em vigor existe há 15 anos, está desactualizado e deixou de corresponder, há muito tempo, às necessidades do concelho, impondo-se por isso uma revisão urgente, de forma a responder aos interesses e ambições do cidadão comum e dos agentes económicos.
Realizou-se no dia 20 de Abril, no Auditório Municipal, a sessão de apresentação da proposta final de revisão do Plano Director Municipal (PDM) do concelho de Resende. As grandes linhas de orientação do novo PDM passam por três áreas fundamentais: as acessibilidades, a estrutura de povoamento e ordenamento e o desenvolvimento.
Relativamente às acessibilidades destacam-se a ligação à A4, a ligação à A24 (EN 222-2) e os novos arruamentos de S. Martinho de Mouros à 222 e da Ponte de Fornelos ao novo Centro de Saúde.
No que diz respeito à estrutura de povoamento a proposta reforça as centralidades dos três principais núcleos, como são as vilas de Resende e S. Martinho de Mouros e ainda Caldas de Aregos.
No caso de Resende, sede do concelho, a estratégia passa por uma relação mais estreita com o rio Douro, prevendo-se o seu crescimento nesse sentido e a sua ligação através de um novo parque urbano entre o actual espaço da feira até ao rio na zona de Mirão.
Está igualmente prevista uma variante na nova zona ribeirinha da Vila de Resende que irá, entre o nó da Ermida e Fornelos, potenciar o crescimento da sede.
Relativamente aos aglomerados tradicionais e freguesias, o PDM aponta para o reforço da coesão territorial com a construção de um equipamento de rede em cada núcleo central das 15 freguesias. Situação esta que está já a ser concretizada pela Câmara Municipal nas suas práticas de investimento dos últimos anos.
Foi ainda decidida a suspensão dos Planos de Pormenor da Portela e da Fazenda e de Caldas de Aregos, já que nestes casos a avaliação dos instrumentos de gestão urbanística é negativa no que respeita não só ao desenho urbano, mas também relativamente ao crescimento daquelas zonas.
Em relação ao processo de afirmação económica do concelho pretende-se favorecer a implantação de novas actividades, nomeadamente nas áreas das energias renováveis, no turismo (aproveitamento na área do Penedo de S. João, entre a Ermida e Porto de Rei, o centro de alojamento de montanha, em Ovadas, parques fluviais, empreendimentos para turismo cultural) e parques empresariais.
O objectivo é contribuir para a consolidação e melhoria das condições e qualidade do quadro físico e social do concelho, incrementando os factores de competitividade.
O Presidente do Município de Resende, António Borges, referiu que “o objectivo preferencial no processo de ocupação é estabelecer uma relação mais estreita e integradora com o Douro, refazendo a frente urbana da sede do concelho, que sempre se prejudicou por estar de costas voltadas para este elemento que tanto caracteriza o território de Resende. Hoje a revisão do PDM também se situa nas estratégias de integrar objectivos como a captação de investimento, que nunca pode ser dissociado do território que exige um uso adequado. Impõe-se claramente dar o passo seguinte, sendo fundamental responder aos interesses e ambições do cidadão comum e dos agentes económicos”.
Nesta iniciativa estiveram presentes o executivo camarário, os membros da assembleia municipal, engenheiros e arquitectos com interesses no concelho, bem como empresários que assistiram à apresentação da proposta de revisão do PDM pelo Presidente da Câmara, Eng.º António Borges, e pelo Arquitecto Carlos Guimarães (responsável pela equipa de revisão do plano), que no final prestaram esclarecimentos aos participantes que lhes colocaram variadas questões.
O PDM é um instrumento de gestão e ordenamento do território, tornando-se num documento decisivo para o desenvolvimento de Resende. O plano em vigor existe há 15 anos, está desactualizado e deixou de corresponder, há muito tempo, às necessidades do concelho, impondo-se por isso uma revisão urgente, de forma a responder aos interesses e ambições do cidadão comum e dos agentes económicos.
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
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